tera, 22 de agosto de 2017

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ORIENTE MÉDIO

“O equívoco da política externa para o Oriente Médio é na verdade não ter uma política externa”

Entrevista com Reginaldo Nasser

Por Lys Ribeiro e Rafael Siemerink | 27/08/2014

Houve muita repercussão em torno da declaração do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, quem atribuiu ao Brasil a alcunha de ‘anão diplomático’. Entre a indignação por parte de alguns e o apoio majoritário na mídia mainstream, a questão é pertinente. Muito embora o Estado de Israel já tenha efetuado o pedido formal de desculpas pelo episódio, sabe-se que desde da mediação junto à Turquia para as negociações de paz com o Irã, a atuação da política externa brasileira não é tão contundente em relação à região.

Este e outros temas bastante debatidos recentemente nas relações internacionais estão em foco nesta entrevista, realizada pelos sites Brasil no Mundo e Oriente Press em parceria, que conversaram com o Professor Reginaldo Nasser, chefe do departamento de Relações Internacionais PUC e professor Programa Interinstitucional de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas (UNESP, UNICAMP e PUC-SP). Especialista, dentre outros, em Conflitos Internacionais e Oriente Médio, Nasser discorreu sobre as relações Brasil/Israel, a política externa brasileira para o Oriente Médio, a atuação da América do Sul para os países árabes, o conflito Israel-Palestina e a Geopolítica do Mundo Árabe. E tudo isso em uma análise estrutural, congregando história e política, e utilizando desde conceitos do uso da força de cunho realista, até a concepção de hegemonia de Gramsci.

A entrevista está tão SUPER e com tanto material para refletir, que não caberá em uma só publicação. Por isso, foi dividida em três partes, sendo a primeira a respeito das relações Brasil-Israel, e a política externa brasileira para o Oriente Médio e países árabes.

Esperamos que vocês gostem!

 

Houve uma crise diplomática entre Brasil e Israel? Se sim, afetará significativamente as relações entre os dois países?
Antes de entrar especificamente nesta questão, eu particularmente acredito que quando as relações diplomáticas e a política externa são abordadas é necessário utilizar a expressão ‘política internacional’. Porque quando falamos em ‘Brasil’ estamos fazendo referência ao governo e seus vários ministérios, bem como grupos que compõem a sociedade brasileira e, entre eles, cabe destacar a atuação das grande empresas transnacionais. Como por exemplo as “quatro irmãs” – Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. Há, portanto, um grande equívoco, em olhar apenas para o Ministério das Relações Exteriores que, na verdade, é apenas expressão diplomáticas das áreas mais “duras” como a econômica e a militar.

Então, por exemplo, este caso envolvendo o Brasil revela bem isso. Brasil, Bolívia, Chile, etc., deram declarações e fizeram gestos diplomáticos contundentes, mas não tiveram nenhuma consequência concreta no âmbito da política internacional. Os gestos, os símbolos, as declarações são importantes, mas por vezes se extinguem por aí ou são seguidos por ações. Observou-se o primeiro caso nesta questão de Israel.

A atuação do Estado de Israel na Faixa de Gaza é uma ação bélica, podendo apenas ser refreada por medidas coercitivas de uso da força ou embargo econômico, por exemplo. Este limite de tensão do uso da força, que é o máximo aonde chega nas relações internacionais, não é uma situação de cotidiano. Portanto, neste caso houve a declaração brasileira, mas no espaço de duas semanas não houve repercussão e o embaixador do Brasil já retornou para Tel Aviv. Por outro lado, Inglaterra e Espanha não chamaram seus embaixadores, embora tenham suspendido temporariamente a venda de armas para Israel, isto é um fato concreto.

O diplomata Henrique da Silveira Sardinha Pinto, embaixador do Brasil em Israel. Foto: Marcos Oliveira/ Agência Senado.

O diplomata Henrique da Silveira Sardinha Pinto, embaixador do Brasil em Israel. Foto: Marcos Oliveira/ Agência Senado.

Assim, para pensar este assunto é preciso estabelecer analogia com alguns casos, como o da África do Sul, por exemplo. Na época do Apartheid era a mesma situação. Havia países que enunciavam declarações contundentes e rompiam relações diplomáticas, mas foram as sanções econômicas contra o regime na África do Sul, tanto no nível militar como no comercial propriamente dito, que lograram efetividade.

É imprescindível situar a questão. Diplomaticamente foi ousado e conferiu visibilidade ao Brasil. Neste aspecto, inclusive, contrariamente ao veiculado internamente a respeito do ‘isolamento’ em relação à comunidade internacional, a exemplo da crítica da Veja ao ‘Apagão diplomático’, a declaração do governo brasileiro expressou a importância que tem o país. Se não fosse assim não haveria repercussão alguma. Na sequência da declaração, vieram críticas no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em organismos internacionais e até do próprio governo norte-americano e inglês, ou seja, todos criticando os massacres cometidos pela ação de Israel. Portanto, de um lado, eu não vi como um equívoco ou um apagão da diplomacia, a minha crítica é não ter ido além, sem consequências concretas e atitudes práticas para uma situação que é uma urgência humanitária, e neste intervalo, as pessoas continuam a morrer. Então, faltou algo para que desse uma relevância maior na ação do Brasil. Menciono, por exemplo, algo relacionado a Israel no Mercosul, que é um parceiro importante, mas não houve absolutamente nada. Então, é necessário olhar mais para estas relações concretas que passam pelo nível econômico e cooperação militar, e menos para o nível do ‘teatro diplomático’ que reivindica princípios do Direito Internacional, que é de praxe e todos os países realizam, é consenso. Agora, é necessária uma ação e isto é que, ao meu modo de entender, frustrou na atuação do Brasil neste caso.

A cooperação inclusive militar com Israel continua, então quais são, especificamente, as ações concretas que o governo brasileiro deveria tomar?
Nestes dois planos, o comercial, de maneira mais geral, e o plano militar. No caso, poderia até começar propriamente pela questão militar, o que seria muito mais legítimo.


Ser um país emergente traz responsabilidade porque nos coloca de forma semelhante àqueles que criticamos. Hoje, o Brasil está entre os sete países que mais exportam armas no mundo

Salvo engano, na semana retrasada havia um edital lançado pela FINEP, que é um órgão de financiamento de projetos científicos e tecnológicos, aberto especificamente para Israel. Então, em um primeiro momento podem ser pequenas ações, mas acredito que sejam contundentes. Outras ações podem ser originadas também da própria sociedade civil. Por exemplo, há uma luta dos movimentos na USP tentando barrar os convênios e a cooperação que a universidade tem com suas parceiras israelenses que estão em território ocupado pelo Estado de Israel. São ações deste tipo que deveriam ser tomadas.

Até esta questão militar poderia servir de amostra para chamar atenção do Brasil em outros casos também. Ser um país emergente traz responsabilidade porque nos coloca de forma semelhante àqueles que criticamos. Hoje, o Brasil está entre os sete países que mais exportam armas no mundo. Então veja, aquilo que sempre criticamos nos Estados Unidos, a utilização de dois pesos e duas medidas, que volta e meia se manifesta. Na mesma semana em que o Obama condenou o ataque à escola autorizou a repor o estoque de bombas de Israel, por exemplo.

Então, o Brasil tem agido desta forma em outras ocasiões também, não apenas com Israel. Na medida em que há essa ideia de vocação para os Direitos Humanos e para a construção da paz, há de se pensar esta questão das armas, que está se transformando em um elemento fundamental da economia brasileira, o que é gravíssimo. Atualmente, estamos em um momento no qual o Brasil se apoia e vê como perspectiva de desenvolvimento a agora denominada Indústria de Defesa (antigamente era chamada de Indústria Bélica). Aqui é interessante o eufemismo, como se armas fossem produzidas apenas para defesa, isto não existe. Assim, aumentaram as exportações de armamento para o Haiti, inclusas as chamadas ‘armas não letais’. Bombas de gás brasileiras foram apreendidas no Bahrein durante a Primavera Árabe . Ou seja, o país está manifestando uma perspectiva de projeção internacional, de participação, e de responsabilidade. Portanto, responsabilidade abarca isto também, ter uma certa coerência nas atitudes.Desta maneira, o país teve vocação e tem perspectiva para mediar, realizar de acordos de paz, e levantar a bandeira dos Direitos Humanos. Contudo, tem ao mesmo tempo, uma outra perspectiva da Indústria de Defesa, então é preciso tomar uma decisão sobre, pois o país está se tornando a imagem e semelhança àquele que sempre criticou, os Estados Unidos.

 

Ainda sobre esta questão, há internamente, no Brasil, grupos que restringem uma ação concreta do país em oposição ao Estado de Israel?
Trata-se de algo novo no Brasil, no sentido de que está tomando maior concretude justamente na medida em que o país ganha importância. O argumento de ‘anão diplomático’ é frágil, pois se o país  possui uma posição de menor peso, porque seria fonte de preocupação? Interessante que a declaração do ‘anão diplomático’ ocupou a primeira página de quase todos os jornais israelenses. A questão assumiu igualmente no Brasil um papel importante, tanto é verdade que é um dos países neste conflito onde mais existe este debate de opinião pública.

Nos Estados Unidos, o lobby judaico por meio da AIPAC  é um elemento chave na conduação da política externa dos EUA para Israel, com a diferença de que lá é reconhecido e aqui não. no Brasil há uma informalidade que precisa ser investigada. Agora, certamente há canais no Congresso e na Presidência. Diz-se que o presidente da Confederação Israelita do Brasil (CONIB) , Claudio Lottenberg, por exemplo, tem um canal direto com a presidente Dilma Rousseff e é próximo do Aloizio Mercadante. Neste sentido, e mesmo que não formalizado, é um grupo de influência. Provavelmente também no Congresso e etc., e parece ser muito forte, porque se não, como teríamos Israel em uma posição importante no Mercosul e inúmeros acordos de cooperação militar? Isto é viabilizado apenas se existirem canais de contato. Creio que a imprensa deveria investigar com maior profundidade esses processos de tomada de decisão.

Portanto, não há ações concretas a favor dos palestinos e, por isso, a situação fica, inclusive, muito mais dramática

Há uma ideia geral equivocada de ‘conflito árabe-israelense’. Poderia ser chamado assim até 1973, ano em que ocorreu a última guerra do Estado de Israel com os governos árabes (Egito, Síria e Jordânia). Depois disto, houve a ação de Israel na guerra civil no Líbano em que se combateu diretamente os palestinos e seus aliados.

O Brasil tem uma presença importantíssima dos países árabes; salvo engano, as relações comerciais estão quase no mesmo patamar se comparadas àquelas entre Brasil e Europa. E estes grupos árabes, claro, muito heterogêneos, não agem e tampouco agiram no passado em prol da Questão Palestina, apesar de ocasionalmente apresentarem e só defenderem em discursos. Se a análise fosse realizada em termos de poder econômico convertendo em ações políticas, e se estes grupos e governos árabes estivessem realmente preocupados com a Questão Palestina, o governo brasileiro teria tomado outra atitude. E isto reflete a geopolítica da região do Oriente Médio: Egito e Arábia Saudita apoiam Israel, outros estão calados. Portanto, não há ações concretas a favor dos palestinos e, por isso, a situação fica, inclusive, muito mais dramática. Não existe aliança em lugar nenhum com grupos poderosos, consequentemente a assimetria entre Palestina e Israel aumenta consideravelmente.

No Brasil existe uma comunidade árabe expressiva composta, em sua maioria, por libaneses e sírios. Contudo, esta importância não é convertida para a Questão Palestina, que possui um respaldo maior por parte das organizações da sociedade civil, através de identificações de luta com o mais fraco. Esta identificação ocorre hoje também com a América Latina, mas na década de 1970, eram irlandeses e bascos que se identificavam com a luta palestina, pois viviam igualmente sob ocupação. Neste sentido, não os governos da América Latina, mas a sociedade latino-americana tem uma identificação maior pelo lado mais fraco, devido também à situação socioeconômica.

Cinco Câmeras Quebradas  é um documentário palestino excepcional e muito famoso, que mostra realmente a vida da população nas situações micro de locais ocupados, semelhantes às desocupações de terra aqui. Então, é um pouco neste caminho as identificações entre latino-americanos e palestinos. A partir daí, ganha força a mobilização em prol dos palestinos, principalmente nos movimentos de esquerda da sociedade civil brasileira. Movimentos estudantis, jovens e a comunidade judaica de esquerda têm se manifestado. Desta maneira, existe uma identificação que é o contrário daquilo que alguns querem colocar para tirar proveito da situação. Não é religiosa ou étnica, é uma questão política, que envolve domínio de território e de recursos. O debate é muito mais político do que religioso. A luta é sobre autonomia, ocupação de território e princípios democráticos.

O senhor comentou que as relações comerciais entre Brasil e Oriente Médio cresceram. Houve realmente, a partir do governo Lula, uma mudança em política externa para o Oriente Médio? E quais delas o senhor poderia sublinhar?
Sim, mudanças substantivas. Durante o período Dilma não tenho os números, mas os gráficos por volta de até 2011/12 de trocas comerciais do Brasil com o Mundo Árabe em geral são uma linha reta ascendente, impressionante o que mudou. Em algumas regiões do mundo, por vezes, podem ser observadas nuances na mudança de fluxos comerciais com o Brasil, mas no caso do Oriente Médio é muito evidente que o período Lula foi diferente.

No que se refere as questões políticas deve-se mencionar a questão do Irã, uma ação arrojada, que particularmente vejo com bons olhos. Nesse caso foi uma ação diplomática stricto sensu, mas que poderia ter resultados muito concretos. Naquele momento, tudo indicava que haveria um ataque ao Irã, Brasil e Turquia não eram os únicos, mas também foram em parte responsáveis por prevenir que ocorresse, ao mostrar que havia um dissenso entre os países importantes tais como eles próprios. Mais importante, porque difere do que aconteceu recentemente, havia a possibilidade de resultados bastante concretos seguindo a ação diplomática. Então, isso não marcou apenas o Brasil, senão que o mundo e essa questão do Brasil/Turquia é mencionada em todo lugar, até pelos críticos de fora, para mostrar como é importante. Quando do ocorrido, foi publicada no Washington Post uma crítica de uma das referências dos neoconservadores, um intelectual chamado Charles Krauthammer. Um trecho dizia o seguinte: “Abri o jornal e vi uma foto que está me preocupando. De um lado, o maior aliado dos Estados Unidos no Oriente Médio, que é a Turquia, e do outro lado o maior aliado dos Estados Unidos no hemisfério ocidental, o Brasil, e no meio o maior inimigo. Devemos pensar o que os Estados Unidos estão fazendo.” Claro, a postura dele era criticar a falta de ação dos Estados Unidos, e, ainda que não concorde com o argumento do Krauthammer, ressalto a repercussão daquela mediação no Irã.

Houve por parte do Lula também manifestações muito concretas em relação à Questão Palestina, recebendo o Mahmoud Abbas e, ademais, declarações bastante equilibradas concernentes ao Hamas, o que é raro na diplomacia. Não significa concordar com o Hamas, mas também não é chamar de terrorista. Quando o Lula foi ao Oriente Médio, o HaAretz, um jornal importante de Israel, o chamou até de ‘profeta da paz’. Ainda que acredite ser um exagero, mostra a importância do Brasil para a região. Entretanto, do final do governo Lula para o início do período Dilma, o Brasil se equivocou e continua bastante equivocado em relação à Primavera Árabe. Porque veja, quando há um processo de revolta, em qualquer lugar do mundo, significa de alguma forma uma cisão muito clara entre a sociedade e o governo. Naquele momento, o governo brasileiro deveria ter tido muito cuidado para não apoiar os governos, ou seja, deveria ter adotado uma postura mais equilibrada, devido ao compromisso com a democracia e os direitos humanos e até mesmo em termos pragmáticos. Pois, a longo e médio prazos, poderá haver uma rejeição à presença do Brasil na região.


Simultaneamente às declarações contundentes há a ausência de ação, é o caso em Israel, na Questão Palestina, e também da Síria

Até os anos Lula, o país era muito bem visto tanto pelos governos como pelas populações árabes, isto é relatado, inclusive, por brasileiros que trabalham em organismos humanitários e participaram de ações nos Oriente Médio. Não entendo, por exemplo, o porquê do Brasil ter relutado em tomar alguma declaração em relação ao governo do Gaddafi, igualmente antes no Egito e, agora, um completo equívoco em apoiar o governo do Assad. Não apoiar o governo Assad não significa defender grupos vinculados ao terrorismo. É necessário ter uma atitude mais equilibrada porque, queira ou não, a Síria tem mais de 200 mil pessoas mortas. O Assad não possui toda a responsabilidade, mas tem uma parte dela por ser presidente do país. Foi um fato preocupante para a política externa brasileira, que entendo estar sem rumo para o Oriente Médio atualmente. Simultaneamente às declarações contundentes, há a ausência de ação, é o caso em Israel, na Questão Palestina, e também da Síria, pois o governo brasileiro recentemente parabenizou o Putin pela política externa russa na Síria, que, trocando em miúdos, apoia um dos ditadores mais sanguinários no Oriente Médio há muito tempo, e o país está um caos. Em suma, estas questões precisam ficar mais claras, ou seja, apoiar em alguns aspectos, não concordar com outros, etc., dada a complexidade das situações, é necessário refinar melhor o posicionamento do governo no Brasil. Não é possível continuar esta postura meio plebiscitária de ‘sim’ e ‘não’ em relação aos governos do Oriente Médio.


É preciso sair desta dicotomia, deste pensamento binário que só empobrece a política internacional e entender que estar contra Israel não é estar a favor do Hamas

Neste aspecto e por várias razões, portanto, há uma mudança entre os dois mandatos Lula e agora o período Dilma no Brasil em relação ao Oriente Médio. Interessante muita gente indagar se os processos teriam sido diferentes se Lula fosse ainda presidente. Provavelmente devido a sua trajetória pessoal na luta pela democracia, acredito que ele teria uma sensibilidade maior para o que significa o movimento popular e para as mudanças nas revoltas árabes. A posição diplomática do Brasil tende sempre a aceitar o status quo, e isto não é ter estratégia política. Por outro lado, adotar uma posição contrária aos Estados Unidos nas questões do Oriente Médio não significa necessariamente uma política autônoma. É preciso sair desta dicotomia, deste pensamento binário que só empobrece a política internacional e entender que estar contra Israel não é estar a favor do Hamas. O equívoco da política externa é na verdade não ter uma política externa, e, por isso, atua muito ao sabor dos acontecimentos, o que gera ambiguidades. No caso da Palestina, tanto aqueles que estão contra os massacres em Gaza quanto os que apoiam Israel estão insatisfeitos com a política brasileira para a região.

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