quinta, 23 de novembro de 2017

Brasil no Mundo

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REDE BRASIL ATUAL

Maduro-visita-Uruguay-dentro-de-una-gira-por-el-Mercosur-sin-escala-en-Paraguay

As investidas sem fim da mídia internacional contra a América Latina

Incapazes de compreender a identidade popular dos governos que eles desqualificam, poderosos veículos de comunicação mantêm a defesa do pensamento único, apesar de seus efeitos devastadores já comprovados

A América Latina – ou pelo menos alguns dos seus governos eleitos recentemente – se colocaram contra a corrente dominante há décadas no plano internacional. Depois de sofrer duramente os efeitos dessa corrente, alguns governos se rebelaram contra ela e começaram a colocar em prática políticas que contradizem frontalmente a onda neoliberal.

MATE AMARGO

Leaders, from left to right in the front row, Bolivia's President Evo Morales, Brazil's President Dilma Rousseff, Argentina's President Cristina Fernandez, Uruguay's President Jose Mujica, and Chile's President Sebastian Pñera, wave along side, back row from left to right, Colombia's Foreign Minister Maria Holguin, Suriname's President Desi Bouterse, Ecuador's President Rafael Correa, Peru's President Ollanta Humala, Venezuela's Foreign Minister Nicolas Maduro and Guyana's Foreign Minister Carolyn Rodrigues-Birkett as they pose for a group picture during a gathering by the Union of South American Nations (UNASUR) in Mendoza, Argentina, Friday, June 29, 2012.

Desafios do ciclo progressista na América Latina

A integração regional é um dos pontos cruciais para dar continuidade ao ciclo progressista na região

Atravessamos uma conjuntura singular na América Latina. Em vários países, com governos de forças progressistas, uma combinação de crises políticas e econômicas parece por em questão as conquistas do ciclo pós neoliberal iniciado com o século atual. No entanto, para se ter uma real dimensão do presente, precisamos dar uma olhada para o passado recente. Há 10 anos, em novembro de 2005, na Cúpula das Américas em Mar del Plata, Argentina, por iniciativa dos primeiros governos progressistas da região, era derrotado o projeto de hegemonia estadunidense da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). Se recuamos mais uma década, veríamos que em meados dos anos 1990 o projeto da ALCA era a principal iniciativa lançada pelo governo dos EUA para consolidar sua dominação econômica regional em um contexto onde esse país tinha vencido a Guerra Fria e tentava impor um mundo unipolar. Vinte anos atrás estávamos no auge da globalização neoliberal com os Estados recuando nas economias, o desemprego crescendo, os mercados impondo a precarização do trabalho, os salários reais reduzidos e a pobreza avançando.

OPERA MUNDI

SIR19 - MONTEVIDEO (URUGUAY), 8/9/2015.- Refugiados sirios acampan hoy, martes 8 de septiembre de 2015, en un parque en Montevideo (Uruguay). Las cinco familias de refugiados sirios que acampan desde el lunes frente a la sede del Gobierno uruguayo en la capital para reclamar que se les facilite la salida del país mostraron hoy su agradecimiento con el Estado y "el pueblo" por la ayuda brindada pero reiteraron su intención de irse de Uruguay. EFE/ Juan Ignacio Mazzoni Abdala

Em meio à crise humanitária, o que a América Latina faz pelos refugiados sírios? Das portas abertas do Brasil ao fracasso do Uruguai

O Brasil é o país que mais recebeu sírios desde o início da guerra civil; Argentina, Equador e Venezuela têm projetos para receber mais pessoas, mas famílias recebidas pelo Uruguai querem voltar para Oriente Médio

Há um oceano entre os dois países e mais de 10.000 quilômetros de distância. Mas o Brasil recebeu, nos últimos anos, mais refugiados sírios do que muitos países europeus. Enquanto na Europa (...)

CAPITALISMO

O politólogo espanhol Juan Carlos Monedero. Foto: Juan Carlos Velázquez.

“Os meios de comunicação dominantes são o elemento central de desestabilização, são armas de desinformação massiva”

Entrevista com Juan Carlos Monedero

Na contramão da lógica superficial e imediatista que geralmente (...)

CHINA E AMÉRICA LATINA

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China e América Latina na Nova Divisão Internacional do Trabalho

O presente texto procura traçar um panorama das relações econômicas entre a China e os países da América Latina no início do século XXI. Parte-se da premissa de que a ascensão chinesa, ao reorganizar a divisão internacional do trabalho, impõe novos dilemas estruturais para os países latino-americanos, com impactos sobre a agenda do desenvolvimento.

REDE BRASIL ATUAL

Celso Amorim-Eraldo Peres-31052007-AP

Investidas conservadoras ameaçam autonomia da América Latina, diz Amorim

Para ex-ministro de Relações Exteriores, governos populares no continente lidam com ataques ferozes às conquistas sociais e econômicas dos últimos anos

As conquistas sociais e econômicas dos últimos anos em países como Brasil, Venezuela, Bolívia, Uruguai e Argentina estão em risco? A questão foi direcionada ao ex-ministro de Relações Exteriores (governos Itamar e Lula) e ex-ministro da Defesa (governo Dilma) Celso Amorim, durante debate na última terça-feira (25), durante congresso realizado pela Fundacentro, pela Associação Latino-americana de Advogados Trabalhistas (Alal, na sigla em espanhol) e pelo Ministério Público do Trabalho.

PAGINA 12

Mitad del Mundo - República do Equador. 05/12/2014. Presidenta Dilma Rousseff durante chegada para a Cúpula Extraordinária da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Eleições na América Latina

A falta de regulação dos meios de comunicação é o principal fator que impede o conhecimento de políticas sociais benéficas à população

Os cenários eleitorais se repetem de forma muito parecida nos países que se encontram hoje com governos progressistas da América Latina: as candidaturas dos governos se opõem sempre às candidaturas da direita. Um lado conta com as políticas sociais redistributivas, o outro com o monopólio privado dos meios de comunicação. Um lado melhora as condições de vida da maioria, o outro tenta atingir a consciência das pessoas.

OUTRAS PALAVRAS

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A América Latina diante do enigma chinês

Poder global crescente de Pequim pode livrar região da dependência secular diante de Washington. Mas falta projeto próprio, que não signifique mera troca de patrões

Muito se escreveu no século XXI sobre o papel da República Popular da China no mundo. Contudo, as agências norte-americanas de classificação de risco não a enxergam, ao fazer avaliações para muitos países na América Latina. Na mesma linha estão organismos internacionais, com a liderança do Fundo Monetário Internacional, que encobrem as relações do gigante asiático com a região em assuntos comerciais, financeiros, tecnológicos, energéticos e de investimentos. Tanto uns como outros vêm proclamando que Argentina e Venezuela, por exemplo, padecem de um preocupante estrangulamento financeiro externo; ou que estão em plena insolvência, sem recursos para o pagamento de credores internacionais.

OPERA MUNDI

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Ignacio Ramonet: Maior batalha da esquerda na América Latina é contra ‘golpe midiático’

Ao abrir evento que comemora os dez anos de existência da emissora Telesur, jornalista falou sobre comunicação e avanço da esquerda na região

O maior confronto enfrentado na América Latina atualmente é “a batalha midiática”, desde pelo menos o ano de 2002, quando a tentativa frustrada de derrubar Hugo Chávez na Venezuela deu início a um novo tipo de golpe de Estado, o “golpe midiático”, transferindo aos meios de comunicação privados o papel de partido político nas oposições aos governos da “guinada à esquerda”.

MERCOSUL

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Cúpula do Mercosul reforçou governos progressistas do bloco contra ameaças externas

Entrevista com João Cláudio Pitillo

Com exclusividade para a Sputnik Brasil, ele destaca, em particular, os riscos que correm os governos (...)