sexta, 20 de outubro de 2017

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INTEGRAÇÃO REGIONAL

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O Brasil está à deriva no cenário internacional

Sem projeto de região, num mundo hostil, Temer e Serra parecem perdidos

Sem projeto regional próprio, fragilizado pela origem não democrática do seu governo e pelas denúncias de corrupção (...)

NUSO

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A América Latina não é Chapeuzinho Vermelho

Analisar os processos de integração regional a partir das prioridades estadunidenses não é a única nem a mais importante variável para entender o auge e o declínio dos processos políticos na região

Nos últimos meses, a Organização dos Estados Americanos (OEA) parece haver recobrado seu protagonismo como espaço para tratar os conflitos regionais. Por exemplo, as intervenções do secretário-geral Luis Almagro sobre a situação na Venezuela obrigaram os Estados da região a ativarem suas diplomacias para discutir o tema no seio do organismo. Soma-se a isso o pedido de explicações da instituição interamericana ao governo de Michel Temer sobre o processo de impeachment a Dilma Rousseff (pedido feito, ademais, a instâncias do Partido dos Trabalhadores).

CELAG

Mitad del Mundo - Equador, 27/01/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante Sessão de abertura da IV Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos - CELAC. Foto: Rafael Carlota/PR

A integração regional em disputa

A alteração na correlação de forças, ausência de instituições de caráter supranacional e falta de complementaridade produtiva marcam o retrocesso da integração regional na América Latina.

Algumas semanas atrás escrevi sobre como a América Latina havia sido convertida na principal região na construção da multipolaridade no Sistema Internacional. Nesta construção, sem dúvida alguma, as novas orientações políticas e econômicas que emanavam do que vinhamos denominando como regionalismo pós-neoliberal possuíam um papel fundamental. Estes processos de integração deviam ajudar a consolidar as grandes mudanças políticas, econômicas e sociais ocorridas durante a última década. No entanto, podemos observar que durante o último ano, os processos de integração regional e concertação política surgidos da orientação política na região durante a última década e meia, também estão em disputa.

NUSO

MON101. MONTEVIDEO (URUGUAY), 01/07/2016.- Representantes de los movimientos sociales del Mercosur participan hoy, viernes 1 de julio de 2016, en la XX edición de la Cumbre Social, que se desarrolla en Montevideo (Uruguay) durante dos días, donde manifestaron, a través de una declaración, su apoyo al Gobierno de Dilma Rousseff en Brasil y Nicolás Maduro en Venezuela e hicieron un llamado a una mayor integración. EFE/Raúl Martínez

Velhas diferenças, novas etapas: O Mercosul em debate

A crise do 'ciclo progressista' na América Latina tem afetado também o processo de integração regional. O Mercosul não é exceção. E os problemas de fundo da integração no Cone Sul deixam muitas incertezas quanto ao seu futuro

"O Mercosul agora tem fronteiras com a França e com os Estados Unidos, através do nosso Mar do Caribe, e possui a maior reserva de petróleo do mundo. E, como se fosse pouco, ainda tem samba, joropo e tango", disse o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez no fechamento da cerimônia na qual, em julho de 2006, era selada a incorporação de seu país ao Mercado Comum do Sul (Mercosul). Naqueles dias, o bloco regional parecia viver uma nova primavera por meio da renovação nos representantes eleitos nos diversos Estados e um novo impulso para a integração. Dez anos mais tarde, o panorama parece ter sido modificado substancialmente. O bloco encaminha-se para uma nova etapa, ditada, uma vez mais, pelas mudanças nos governos dos países membros. Ainda que o tom das discussões atuais pareçam elevados e as diferenças, irreconciliáveis, as divergências são uma constante em toda a história do Mercosul, que forjou sua debilidade no marco internacional.

AMÉRICA LATINA

Projeto-Identidade-e-Cultura-Latino-Americana

Nós, brasileiros, somos latino-americanos?

Entrevista com Maria Antonia Dias Martins

A identidade latino-americana não é consensual entre todos os brasileiros. Diversos fatores históricos, políticos e culturais fizeram com que os cidadãos do país não se enxergassem como (...)

NODAL

Viagem do Ministro das Relações Exteriores a Buenos Aires
Visita do Ministro das Relações Exteriores José Serra a Buenos Aires.
Foto: Embaixada do Brasil em Buenos Aires / MRE
23/05/2016

O futuro do Mercosul

O retorno à subordinação aos centros de poder é uma certeza frente a este Mercosul desideologizado, despolitizado e debilitado.

O Mercosul vive uma mudança de etapa. A vitória de Mauricio Macri na Argentina, a suspensão de Dilma Rousseff no Brasil, o perfil das novas autoridades brasileiras e a crise na Venezuela pintam um panorama complexo para um dos mais importantes blocos políticos, econômicos e comerciais da última década.

NODAL

Caracas (Venezuela), 12 de junio 2013. En el Banco Central de Venezuela, El Canciller de Venezuela, Elías Jaua, dio inicio a la I Reunión del Consejo de Ministros del Banco del Sur. El Canciller del Ecuador, Ricardo Patiño, también ofreció unas palabras, seguido por el Ministro de Finanzas de Venezuela, Nelson Merentes. Asitió la Presidenta del Banco Central de Venezuela, Edmée Bentancourt y el Ministro de Finanzas del Ecuador, Fausto Herrera. Foto: Fernanda LeMarie - Cancillería del Ecuador.

O Mercosul volta às suas raízes

Mais do que articulações de fora, o principal fator para a falta de concretude da integração regional foi a falta de vontade política dos governos sul-americanos

Ao completar seus 25 anos, o bloco regional volta a se aproximar das lógicas livre cambistas com as quais nasceu, após uma década na qual não conseguiu deixar sua marca indelével.

OPERA MUNDI

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Mercosul completa 25 anos com desafio de superar novo momento de estagnação

Projetos de integração só serão retomados e revitalizados se a esquerda sul-americana for capaz de derrotar a ofensiva das elites locais e do imperialismo, diz professor da UFABC

O dia 26 de março de 1991 já mostrava um mundo unipolar e globalizado após a queda do muro de Berlim e da União Soviética. Nesse dia, em Assunção, Brasil, (...)

INTEGRAÇÃO REGIONAL

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Na Argentina, Obama busca conter avanço chinês e dificultar integração regional, diz historiador

entrevista com Leandro Morgenfeld

Barack Obama e Mauricio Macri protagonizam nesta quarta-feira (23/03) um encontro bilateral que não acontece há 20 anos na Argentina.

INTEGRAÇÃO REGIONAL

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Integração: faltou combinar com a burguesia

Como avançar na autonomia do continente se a burguesia brasileira, mesmo se apropriando dos ganhos das exportações para os mercados regionais, sabota o aprofundamento dessa mesma integração?

O projeto de integração regional da América Latina vive seu momento mais difícil.