sexta, 22 de setembro de 2017

Brasil no Mundo

Contribuições para a Política Externa Brasileira

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CARNE FRACA

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Carne fraca na política econômica e na PF

Novo cenário global exige reindustrializar países do Sul. Mas governo Temer segue a toada da submissão – com notável apoio da polícia

Até a eleição do Donald Trump e a aprovação do Brexit, havia entre os intelectuais marxistas quem defendesse que o neoliberalismo baseia-se em uma globalização produtiva, econômica e financeira de tal sorte que teria sido criada uma burguesia mundial, isto é: um bloco monolítico do capital financeiro (monopolista) que atua independentemente da estrutura jurídico-política dos Estados-nações. As grandes corporações multinacionais e os agentes do capital financeiro (fundos de pensões, seguradoras, etc.) seriam os principais atores políticos do capitalismo contemporâneo, solapando a existência de burguesias nacionais e/ou internas. Nessa linha de raciocínio o Brasil teria se integrado de maneira subordinada ao imperialismo estadunidense e a burguesia brasileira (industrial e de serviços) teria se diluído ou se tornado associada ao capital externo.

AMÉRICA LATINA

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As direitas profundas da América Latina

O ressurgimento das direitas na América Latina pode ser explicado tanto pelo desgaste natural do exercício dos governos progressistas quanto pela manutenção, em termos sociais, do conservadorismo

Nos últimos tempos, as direitas latino-americanas têm se mostrado muito ativas e conquistado vitórias significativas. A última, por ordem de aparição: o descarrilamento do processo de paz na Colômbia.

CELAG

Mitad del Mundo - Equador, 27/01/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante Sessão de abertura da IV Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos - CELAC. Foto: Rafael Carlota/PR

A integração regional em disputa

A alteração na correlação de forças, ausência de instituições de caráter supranacional e falta de complementaridade produtiva marcam o retrocesso da integração regional na América Latina.

Algumas semanas atrás escrevi sobre como a América Latina havia sido convertida na principal região na construção da multipolaridade no Sistema Internacional. Nesta construção, sem dúvida alguma, as novas orientações políticas e econômicas que emanavam do que vinhamos denominando como regionalismo pós-neoliberal possuíam um papel fundamental. Estes processos de integração deviam ajudar a consolidar as grandes mudanças políticas, econômicas e sociais ocorridas durante a última década. No entanto, podemos observar que durante o último ano, os processos de integração regional e concertação política surgidos da orientação política na região durante a última década e meia, também estão em disputa.

NODAL

Presidente Michel Temer durante sua posse no Senado Federal.
(Brasília - DF, 31/08/2016)
Foto: Marcos Corrêa/PR

Voltam os tempos conservadores?

Entender a onda de governos conservadores que parece abarcar a América Latina passa pela compreensão dos ciclos curtos e longos na região

Há uma mudança de ciclo político na América Latina? É o que a direita vem proclamando desde algum tempo. Recentes derrotas e crises de governos progressistas na região comprovariam o fato. Novas e velhas direitas despontam buscando impor sua hegemonia.

ALAINET

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Mercosul: do Consenso de Buenos Aires ao Consenso de Assunção

O impasse sobre a presidência do Mercosul foi apenas o primeiro passo para a consolidação de uma estratégia mais robusta sob o signo da restauração conservadora

Em outubro de 2003, em Buenos Aires, ocorreu um encontro entre Néstor Kirchner e Lula que culminou na formatação do mapa de integração sul-americana e do Mercosul pelos dez anos seguintes. O resultado desta reunião conhecida como "Consenso de Buenos Aires" desencadeou uma agenda política regional de signo progressista e articulada em lideranças políticas regionais incontestáveis, atualmente ausentes.

ALAINET

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Capitalismo na sua hora final

entrevista com Jorge Beinstein

Destacado economista marxista, especialista em prospectiva e economia global, Jorge Beinstein é Doutor em Ciências Econômicas pela Universidade Comté-Besançon, França. Atualmente é professor emérito da Universidade Nacional de La Plata, Argentina, onde dirige o Centro Internacional de Informação Estratégica e Prospectiva. Foi pesquisador em diversas universidades na Europa e América Latina, conduzindo importantes projetos de pesquisa. Entre seus últimos livros, destacam-se: Comunismo ou Nada, A ilusão do metacontrole do imperial do caos: A mutação do sistema militar dos EUA, Capitalismo do Século XXI e Crônica da Decadência: Economia Global 1999-2009.

NUSO

MON101. MONTEVIDEO (URUGUAY), 01/07/2016.- Representantes de los movimientos sociales del Mercosur participan hoy, viernes 1 de julio de 2016, en la XX edición de la Cumbre Social, que se desarrolla en Montevideo (Uruguay) durante dos días, donde manifestaron, a través de una declaración, su apoyo al Gobierno de Dilma Rousseff en Brasil y Nicolás Maduro en Venezuela e hicieron un llamado a una mayor integración. EFE/Raúl Martínez

Velhas diferenças, novas etapas: O Mercosul em debate

A crise do 'ciclo progressista' na América Latina tem afetado também o processo de integração regional. O Mercosul não é exceção. E os problemas de fundo da integração no Cone Sul deixam muitas incertezas quanto ao seu futuro

"O Mercosul agora tem fronteiras com a França e com os Estados Unidos, através do nosso Mar do Caribe, e possui a maior reserva de petróleo do mundo. E, como se fosse pouco, ainda tem samba, joropo e tango", disse o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez no fechamento da cerimônia na qual, em julho de 2006, era selada a incorporação de seu país ao Mercado Comum do Sul (Mercosul). Naqueles dias, o bloco regional parecia viver uma nova primavera por meio da renovação nos representantes eleitos nos diversos Estados e um novo impulso para a integração. Dez anos mais tarde, o panorama parece ter sido modificado substancialmente. O bloco encaminha-se para uma nova etapa, ditada, uma vez mais, pelas mudanças nos governos dos países membros. Ainda que o tom das discussões atuais pareçam elevados e as diferenças, irreconciliáveis, as divergências são uma constante em toda a história do Mercosul, que forjou sua debilidade no marco internacional.

REBELIÓN

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O pós-neoliberalismo, notas para uma discussão

Seriam as políticas públicas dos governos progressistas latino-americanos uma variante do neoliberalismo?

O conceito de “pós-neoliberalismo” tem sido utilizado para qualificar a ruptura com o neoliberalismo que os governos autodenominados “progressistas” provocaram, em seu momento, (...)

ALAINET

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Como escapar do neoliberalismo do século XXI na América Latina ?

As turbulências da região colocam em xeque medidas progressistas. É preciso rever políticas econômicas para evitar um retorno ao neoliberalismo.

A restrição aperta e a saída neoliberal está a um passo de distância. Sempre te cercam da mesma maneira: levam-te à beira do precipício e, ali, resta escolher o melhor salto para o abismo (...)

POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA

Discurso do ministro José Serra na cerimônia de transmissão do cargo de ministro de Estado das Relações Exteriores.
Brasília, 18 de maio de 2016
Foto: Jessika Lima/AIG-MRE

O papel da política externa na restauração do neoliberalismo tardio

A estratégia para reconduzir a política externa ao seu “leito natural” é simples: aderir a acordos de livre comércio com potências tradicionais

A nomeação de José Serra para conduzir a política externa do governo (...)